quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A virtualização e suas limitações!

O mundo virtual é repleto de funcionalidades e diferentes tecnologias, em vista disso, podemos afirmar que nem sempre teremos 100% de aproveitamento da virtualização. Como não lidamos somente com um único sistema operacional, nem sempre determinado sistema virtual será compatível com todos ambientes.

Se tomarmos como exemplo o  Hyper-V podemos encontrar algumas limitações em seu funcionamento que não são nada atrativas.

Por exemplo: Se você instalar uma versão recente do hyper-v algumas ferramentas podem não ser compatíveis com versões mais antigas do mesmo.

Outro inconveniente que teremos, será ter um PC com requisitos mínimos para rodar esse sistema virtual, para que tenhamos um funcionamento dentro do aceitável. Caso não tenha um pc com bom  desempenho de configuração você não terá bom aproveitamento.

Uma curiosidade um tanto quanto engraçada, é que a Microsoft embora seja a criadora do Hyper-V, ela não tem suporte para função Hyper-V em sua plataforma Microsoft Azure.

Um grande contra ao Hyper-V  é que em cada sistema operacional ele irá funcionar de maneira distinta com funcionalidades diferentes. Tendo certas limitações em um sistema e em outros não.

Falando ainda sobre os problemas de compatibilidade, se tivermos a necessidade de migrar da intel para Amd, prepare-se, pois com certeza teremos muitos problemas para corrigir, porque com certeza não irá funcionar corretamente sem grandes correções no sistema.

De volta para o Hyper-V, ele tem como padrão apenas rodar em plataformas 64 Bits, caso você tenha um processador com  tecnologia  32 Bits pode tirar o cavalo da chuva que você não vai conseguir usa-lo.

Também será necessário um processador  INTEL VT ou AMD V, pois para o processador trabalhar com o Hyper-V deve ter essa tecnologia.

Lembrando que para rodar o Hyper-V sem grandes complicações você terá que baixar vários pacotes de atualizações no Windows para que tudo funcione redondo.

Finalizando, eu acredito que a virtualização é muito interessante e muito útil, porém antes de escolher qual plataforma usar, pesquise bastante, Hyper-V  eu não aconselho pelos N motivos que citei, e que com certeza exista muitos outros.

Referências


André Montanher

Função do Hyper - V

A função do Hyper-V permite criar e gerenciar um ambiente de computação virtualizado. A instalação da função Hyper-V inclui os componentes necessários e, opcionalmente, instala ferramentas de gerenciamento. O Serviço Gerenciamento de Máquinas Virtuais do Hyper-V, o provedor WMI de virtualização e outros componentes de virtualização como barramento VMbus, VSP (provedor de serviço de virtualização) e VID (unidade de infraestrutura virtual).

A função Hyper-V no Windows Server 2008 e Windows Server 2008 R2 provê a infraestrutura de software e as ferramentas de gerenciamento básico que você pode utilizar para criar e gerenciar um ambiente de virtualização de servidores.

Após a instalação inicial do Windows Server 2008 R2, o sistema operacional pode acessar o hardware do servidor diretamente. Depois de adicionar a função Hyper-V, uma fina camada de hypervisor é acrescentada entre o sistema operacional e os recursos de hardware. O sistema operacional instalado no momento torna-se a partição pai de onde você pode criar e gerenciar partições filho. As partições não tem acesso direto aos outros recursos de hardware e uma visão virtual dos recursos é apresentada, como dispositivos virtuais.


       As ferramentas de gerenciamento para a função Hyper-V

Ferramentas de gerenciamento baseadas em GUI: Gerenciador Hyper-V, um snap-in do MMC (Console de Gerenciamento Microsoft) e uma conexão de máquina virtual que fornece acesso a saída de vídeo de uma máquina virtual para que você possa interagir com ela.

Cmdlets específicos de Hyper-V para Windows PowerShell. O Windows Server 2012 inclui um módulo Hyper-V, que fornece acesso à linha de comando para todas as funcionalidades disponíveis na GUI, bem como as funcionalidades não disponíveis por meio da GUI. Para obter mais informações sobre o módulo do Hyper-V, consulte
usando o Windows PowerShell.

Se você estiver usando o Windows PowerShell para instalar a função Hyper-V, as ferramentas de gerenciamento não serão incluídas por padrão. Para instalar as ferramentas, use o parâmetro –IncludeManagementTools. Para obter instruções sobre como instalar a função Hyper-V.

 Referências


Guilherme Genaro

Surgimento da Virtualização

Apesar da tecnologia, é um conceito bem antigo  por sinal. A ideia foi surgida nos anos de 1960, quando os grandes computadores da época atingiram uma grande velocidade em processamento de  dados. No inicio da década de 1960, a IDM  introduziu o conceito de “Times Sharing ”, que foi a direção inicial para a virtualização.

Em 1972, um cientista da computação americano, Robert P. Goldberg, lançou a base para teoria da arquitetura para sistemas virtuais. No mesmo ano a IBM lançou um mainframe capaz de executar simultaneamente diferentes sistemas operacionais, sobre a supervisão de um programa de controle chamado de Hyper-V.

O sistema 370 da IBM foi um computador inteiramente projetado para a virtualização CP/CMS, permitia utilizar várias instâncias simultaneamente. A IBM utilizava a virtualização via Hardware, de onde a suas duas interfaces de hardware era visualizadas. 

Com os passar dos anos a virtualização acabou caindo no esquecimento por causa da nova tecnologia que era a plataforma x86, com o uso de minicomputadores e de baixo-custo. Ao invés de compartilhar recursos de forma centralizada, baseada no modelo de mainframes, as organizações passaram a adotar os sistemas distribuídos de baixo custo.

 Surgimento do Hyper-V

Com o lançamento do Windows Server 2008 R2, a Microsoft apresenta ao mercado a nova geração de software de virtualização denominada Microsoft Hyper-V R2. No mesmo modelo da versão anterior, esse é integrado no sistema operacional Windows Server 2008 R2 com uma função (role) que pode ser ativada ou desativada ou mesmo como um produto independente (Stand-Alone) não necessitando da instalação do sistema operacional, pois o mesmo é uma versão do sistema operacional reduzido e sem interface especialmente desenvolvida para oferecer uma camada dedicada à virtualização com a vantagem de ser um produto gratuito.

Com essa nova versão, o produto além de manter compatibilidade com as VMs de seu antecessor, a versão R2 oferece diversos novos recursos, sendo os principais:

Live Migration
Failover Clustering
Cluster Sharing Volume
Suporte avançado a mais processadores e memórias 

Referências

Arquitetura e Aplicações do Hyper - V

Arquitetura

O Hyper-V oferece suporte ao isolamento em termos de uma partição. Uma partição é uma unidade lógica de isolamento, com suporte do hipervisor, na qual os sistemas operacionais são executados. A partição raiz cria as partições filho que hospedam os sistemas operacionais convidados.

As partições não têm acesso ao processador físico, nem controlam as interrupções do processador. Em vez disso, elas têm uma exibição virtual do processador e são executadas em uma região de endereço de memória virtual que é particular para cada partição convidada. O hipervisor controla as interrupções no processador e as redireciona para a respectiva partição. O Hyper-V também pode acelerar o hardware da conversão de endereço entre vários espaços de endereço virtual convidados usando uma IOMMU (Input Output Memory Management Unit) que opera independentemente do hardware de gerenciamento de memória usado pela CPU. A IOMMU é usada para mapear novamente os endereços da memória física para os endereços que são usados pelas partições filho.

As partições filho também não têm acesso direto a outros recursos de hardware e são apresentadas a uma exibição virtual dos recursos, como dispositivos virtuais (VDevs). As solicitações para os dispositivos virtuais são redirecionadas por meio do VMBus ou do hipervisor para os dispositivos na partição pai, que controla as solicitações. O VMBus é um canal lógico de comunicação entre as partições. A partição pai hospeda os VSPs (Provedores de Serviços de Virtualização) que se comunicam pelo VMBus para controlar as solicitações de acesso de dispositivo das partições filho. As partições filho hospedam os VSCs (Virtualization Service Consumers) que redirecionam as solicitações de dispositivo para os VSPs na partição pai via VMBus.

Os dispositivos virtuais também podem tirar proveito de um recurso do Windows Server Virtualization, chamado Enlightened I/O, para o armazenamento, as redes, os elementos gráficos e os subsistemas de entrada. O Enlightened I/O é uma implementação com reconhecimento de virtualização especializada de protocolos de comunicação de alto nível (por exemplo, SCSI) que utilizam o VMBus diretamente, ignorando qualquer camada de emulação de dispositivo. Isso torna a comunicação mais eficiente, mas exige um convidado capacitado que reconheça o hipervisor e o VMBus. O recurso Enlightened I/O do Hyper-V e um kernel que reconheça o hipervisor são fornecidos por meio de instalação dos serviços de integração do Hyper-V. Os componentes de integração, que incluem drivers do VSC (Virtual Server Client), também estão disponíveis para outros sistemas operacionais cliente. O Hyper-V requer um processador que inclua a virtualização assistida por hardware, como os fornecidos com a tecnologia Intel VT ou AMD-V (AMD Virtualization).


O diagrama a seguir fornece uma visão geral de alto nível da arquitetura de um ambiente do Hyper-V.



Aplicações

Quando o assunto é virtualização as aplicações são grandes como por exemplo: uso em VPS (Virtual Private Server) onde um único computador é divido em varias partes e disponibilizado para os usuarios, criar uma segunda maquina para testes de softwares sem correr riscos de prejudicar seu sistema principal ou testar outros sistemas operacionais sem ter que se preocupar em formatar o computador ou comprar outro HD para realizar a instalação de um segundo sistema. Diversas empresas utilizam esse sistema como Amazon, HostGator, LocaWeb, Wenlink, etc.


VPS e DS

É muito normal as pessoas confundirem o VPS (Virtual Private Server) com o DS (Dedicated Server), a VPS é um servidor virtual ou seja é uma única maquina rodando 4 ou mais maquinas virtuais por isso seu custo é baixo, por exemplo uma vps básica – intermediaria fica entre 30 – 300 reais por mês e uma top por volta de 500 reais por mês, o servidor dedicado já é bem mais caro pois é uma maquina completa apenas para uma pessoa ou seja não é repartida em varias maquinas virtuais e comercializada e sim comercializada como uma maquina completa por isso seu custo é bem alto um básico – intermediário fica entre 700 – 3000 reais por mês e um top é de 4000 pra mais no entanto são servidores excelentes.

Referências



Yussef Casseb